O bebê no rio
"E inspiramos à mãe de Moisés: 'Amamenta-o. E, quando temeres por ele, lança-o no rio e não temas nem te entristeças. Por certo, devolver-te-emos a ele e fá-lo-emos um dos Mensageiros.'"
A promessa vem antes do risco. A mãe obedece por fé, não por plano.
"Tomando uma arca de juncos, a calafetou com betume e pez; colocou nela o menino e a pôs entre os juncos, à margem do rio. […] A filha de Faraó desceu para se banhar no Nilo; […] viu a arca no meio dos juncos, e mandou a sua criada buscá-la. Abrindo-a, viu a criança […]. Teve pena dele."
O Alcorão e a Bíblia descrevem a mesma cena com detalhes quase idênticos. A filha de Faraó cria o bebê na casa do próprio opressor.
Esta é uma das narrativas onde as duas escrituras estão mais próximas. A ironia divina — criar o libertador dentro do palácio do tirano — aparece nas duas. O Alcorão acrescenta a revelação direta à mãe: Deus fala com ela antes de ela agir.