Dia 3 — O primeiro iftar
O texto
Alcorão:
"O mês do Ramadan é aquele em que foi descido o Alcorão, como orientação para a
humanidade e como evidências da orientação e do Critério." — Al-Baqarah 2:185
(Helmi Nasr)
Hadith:
"Quem quebrar o jejum de um jejuador terá uma recompensa igual à dele, sem que a
recompensa do jejuador diminua em nada."
— Tirmidhi 807 (classificação: sahih)
Reflexão
O iftar é o momento mais esperado do dia. Cinco da tarde, o céu começa a ficar laranja. Seu corpo está mais leve do que você imaginava possível — quase estranho não ter comido nada por 14 horas. Uma tâmara. Um copo d'água. E então a oração do maghrib.
O Profeta ﷺ quebrava o jejum com tâmaras (ou água, se não houvesse tâmaras). "Quando um de vós quebrar o jejum, quebre com tâmara; se não encontrar, quebre com água — porque ela purifica." (Abu Dawud 2355, sahih).
Mas o que o hadith citado acima faz é mais profundo do que indicar alimento. Ele diz: alimentar quem jejua vale o mesmo que jejuar. Isso é revolução teológica. A recompensa do ato espiritual não é individual — transborda. Convide alguém. Divida. Jejum no Islam nunca é solidão; é ensaio de comunidade.
Em cidades muçulmanas no Ramadan, famílias inteiras põem mesa na rua para qualquer pessoa que passa. Essa é a lógica.
Pergunta do dia
Se você pudesse convidar alguém pra quebrar o jejum com você hoje — alguém que não espera o convite —, quem seria?
Amanhã: o que fazer durante o dia. A pergunta sobre café.