Vida Apos a Morte
Julgamento e eternidade
Lado a lado
Bíblia
Apocalipse 20:12
E vi os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono, e livros foram abertos. E abriu-se outro livro, que e o livro da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nós livros, segundo as suas obras.
A visão de João no Apocalipse descreve um julgamento universal onde livros de registro são abertos e cada pessoa e julgada por suas ações. A imagem de "livros" contendo todas as obras de cada individuo encontra eco direto no conceito islâmico do Livro de Acoes.
Na Bíblia
Apocalipse 20:12
E vi os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono, e livros foram abertos. E abriu-se outro livro, que e o livro da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nós livros, segundo as suas obras.
A visão de João no Apocalipse descreve um julgamento universal onde livros de registro são abertos e cada pessoa e julgada por suas ações. A imagem de "livros" contendo todas as obras de cada individuo encontra eco direto no conceito islâmico do Livro de Acoes.
João 5:28-29
Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nós sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem feito o mal, para a ressurreição da condenação.
Jesus ensina diretamente sobre a ressurreição dos mortos e o julgamento com base nas obras. Todos — sem exceção — ressuscitarão para prestar contas. A dualidade entre ressurreição da vida e ressurreição da condenação ecoa a divisao islâmica entre Jannah e Jahannam.
No Alcorão
Surah Az-Zalzalah 99:6-8
Nesse dia, as pessoas sairão em grupos separados para verem suas obras. Quem tiver feito um atomo de bem, o vera. E quem tiver feito um atomo de mal, o vera.
Estes versículos finais da Surah Az-Zalzalah (O Terremoto) são dos mais citados do Alcorão. A precisao e absoluta: nem um atomo de bem ou de mal será ignorado. Não há ação insignificante — tudo conta, tudo e registrado.
Surah Al-Anbiya 21:47
E colocaremos as balancas da justiça para o Dia da Ressurreicao, e nenhuma alma será tratada injustamente em nada. Mesmo que seja o peso de um grao de mostarda, Nos o traremos. E bastamos como Quem faz as contas.
A imagem da balanca (Mizan) e central na escatologia islâmica. Cada ação — boa e ma — será pesada com precisao absoluta. A menção ao "grao de mostarda" ecoa a linguagem de Jesus nós Evangelhos, onde a mesma semente simboliza a menor unidade de medida.
Surah Al-Qaria 101:6-11
Então, aquele cujas boas ações pesarem mais na balanca, estara numa vida agradavel. Mas aquele cujas boas ações forem leves na balanca, sua morada será o abismo. E o que te faz saber o que e o abismo? Um fogo ardente.
A Surah Al-Qaria (A Catastrofe) descreve o Dia do Julgamento com imagens viscerais. A balanca determina o destino: as boas ações pesando mais levam ao paraiso; o contrario leva ao fogo. A responsabilidade individual e total.
A crença na vida apos a morte, na ressurreição dos mortos e num julgamento final e absolutamente central tanto no Cristianismo quanto no Islam. Ambas as tradições afirmam que a morte não e o fim, que cada ser humano prestara contas das suas ações perante Deus, e que há consequências eternas para as escolhas feitas nesta vida. As imagens são notávelmente paralelas: livros de registro abertos (Apocalipse 20:12 / multiplas referências corânicas), uma balanca de justiça (metáfora bíblica e conceito coranico literal), a separação entre os justos e os injustos, e a coexistencia de misericórdia e justiça em Deus. A Bíblia fala de céu e inferno; o Alcorão fala de Jannah (paraiso) e Jahannam (fogo). Os nomes mudam; a realidade que descrevem e convergente. Ambas as tradições também concordam que o julgamento será absolutamente justo — nem um atomo de bem ou de mal será ignorado (Alcorão 99:7-8), e cada obra será revelada (Apocalipse). Ninguém escapara do julgamento, e ninguém será tratado injustamente.
As diferenças surgem em varios pontos. Primeiro, o papel de Jesus no julgamento: para o Cristianismo, Jesus e o juiz — "o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento" (João 5:22). Para o Islam, Allah e o único juiz, e Jesus será uma testemunha, não o juiz. Segundo, a questao da salvação: no Protestantismo reformado, a salvação e exclusivamente pela graca através da fé — as obras são consequência, não causa. No Islam, a salvação depende de fé e obras, com a misericórdia de Allah como fator final e decisivo. O Catolicismo e a Ortodoxia se situam num espectro mais próximo da visão islâmica neste ponto. Terceiro, as descricoes do paraiso diferem em detalhe. O Alcorão descreve o Jannah com riqueza sensorial: jardins com rios, sombra perpetua, companhia dos justos, e — acima de tudo — a visão de Allah. A Bíblia tende a ser mais simbolica e menos detalhada sobre o céu, enfatizando a comunhao com Deus e a ausência de sofrimento. Ambas concordam que a presença de Deus e o bem supremo da existência eterna.