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Por Tema

Os Milagres de Jesus

Sinais que ambos reconhecem

Lado a lado

Bíblia

João 11:38-44

Jesus, novamente comovido em seu interior, foi ao túmulo. Era uma caverna, e sobre ela estava posta uma pedra. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do morto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque e de quatro dias. Disse-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, veras a gloria de Deus? Tiraram, pois, a pedra. Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, gracas te dou porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas por causa da multidao que me rodeia e que disse isso, para que creiam que tu me enviaste. Tendo dito isso, clamou em alta voz: Lazaro, vem para fora! E o morto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o rosto envolto num lenco. Disse-lhes Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.

A ressurreição de Lazaro e um dos milagres mais dramaticos do Evangelho. Jesus ora ao Pai antes de agir, demonstrando tanto sua relação única com Deus quanto seu poder sobre a morte. O detalhe dos quatro dias enfatiza que a morte era real e irreversivel por meios humanos.

Alcorão

Surah Al-Imran 3:49

E o fara mensageiro aos filhos de Israel, dizendo: Vim a vocês com um sinal do vosso Senhor. Faco para vocês, do barro, a forma de um passaro; depois sopro nele, e se torna um passaro vivo — com a permissão de Allah. Curo o cego de nascenca e o leproso, e ressuscito os mortos — com a permissão de Allah. E vos informo do que comeis e do que armazenais em vossas casas. Certamente há nisso um sinal para vocês, se sois crentes.

Este versículo lista os milagres de Jesus no Alcorão de forma condensada. A frase "com a permissão de Allah" aparece repetidamente, servindo como marcador teológico: os milagres são reais, mas a fonte do poder e Allah, não Jesus por conta própria. O milagre dos passaros de barro e exclusivo do Alcorão — não aparece nós Evangelhos canônicos, embora exista no Evangelho da Infancia de Tome.

Bíblia

João 11:38-44

Jesus, novamente comovido em seu interior, foi ao túmulo. Era uma caverna, e sobre ela estava posta uma pedra. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do morto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque e de quatro dias. Disse-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, veras a gloria de Deus? Tiraram, pois, a pedra. Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, gracas te dou porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas por causa da multidao que me rodeia e que disse isso, para que creiam que tu me enviaste. Tendo dito isso, clamou em alta voz: Lazaro, vem para fora! E o morto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o rosto envolto num lenco. Disse-lhes Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.

A ressurreição de Lazaro e um dos milagres mais dramaticos do Evangelho. Jesus ora ao Pai antes de agir, demonstrando tanto sua relação única com Deus quanto seu poder sobre a morte. O detalhe dos quatro dias enfatiza que a morte era real e irreversivel por meios humanos.

Na Bíblia

João 11:38-44

Jesus, novamente comovido em seu interior, foi ao túmulo. Era uma caverna, e sobre ela estava posta uma pedra. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do morto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque e de quatro dias. Disse-lhe Jesus: Não te disse eu que, se creres, veras a gloria de Deus? Tiraram, pois, a pedra. Jesus, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, gracas te dou porque me ouviste. Eu sei que sempre me ouves, mas por causa da multidao que me rodeia e que disse isso, para que creiam que tu me enviaste. Tendo dito isso, clamou em alta voz: Lazaro, vem para fora! E o morto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o rosto envolto num lenco. Disse-lhes Jesus: Desatai-o e deixai-o ir.

A ressurreição de Lazaro e um dos milagres mais dramaticos do Evangelho. Jesus ora ao Pai antes de agir, demonstrando tanto sua relação única com Deus quanto seu poder sobre a morte. O detalhe dos quatro dias enfatiza que a morte era real e irreversivel por meios humanos.

Mateus 14:15-21

Ao anoitecer, os discípulos se aproximaram dele e disseram: O lugar e deserto, e já e tarde; despede as multidões para que vao as aldeias e comprem algo para comer. Porém Jesus lhes disse: Não precisam ir embora; dai-lhes vos mesmos de comer. Eles responderam: Só temos aqui cinco pães e dois peixes. Disse-lhes: Trazei-mos aqui. Ordenou que as multidões se assentassem sobre a relva. Tomou os cinco pães e os dois peixes e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, partiu os pães e deu aos discípulos, e os discípulos os deram as multidões. Todos comeram e se fartaram, e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram. Os que comeram eram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

A multiplicação dos pães revela Jesus como provedor sobrenatural. O gesto de erguer os olhos ao céu e abençoar antes de agir e um padrão recorrente: o milagre vem de Deus, através de Jesus, para o povo.

No Alcorão

Surah Al-Imran 3:49

E o fara mensageiro aos filhos de Israel, dizendo: Vim a vocês com um sinal do vosso Senhor. Faco para vocês, do barro, a forma de um passaro; depois sopro nele, e se torna um passaro vivo — com a permissão de Allah. Curo o cego de nascenca e o leproso, e ressuscito os mortos — com a permissão de Allah. E vos informo do que comeis e do que armazenais em vossas casas. Certamente há nisso um sinal para vocês, se sois crentes.

Este versículo lista os milagres de Jesus no Alcorão de forma condensada. A frase "com a permissão de Allah" aparece repetidamente, servindo como marcador teológico: os milagres são reais, mas a fonte do poder e Allah, não Jesus por conta própria. O milagre dos passaros de barro e exclusivo do Alcorão — não aparece nós Evangelhos canônicos, embora exista no Evangelho da Infancia de Tome.

Surah Al-Maidah 5:110-115

Quando Allah disser: O Jesus, filho de Maria, lembra-te da Minha graca sobre ti e sobre tua mãe, quando te fortaleci com o Espírito Santo; falaste as pessoas no berco e na maturidade. E quando te ensinei o Livro, a sabedoria, a Torah e o Evangelho. E quando criaste do barro a forma de um passaro com Minha permissão, e sopraste nele, e se tornou um passaro com Minha permissão. E curaste o cego de nascenca e o leproso com Minha permissão. E quando ressuscitaste os mortos com Minha permissão.

Neste trecho, Allah fala diretamente a Jesus no Dia do Julgamento, relembrando os milagres concedidos. O tom e de honra e reconhecimento. A "mesa do ceu" que os discípulos pedem (5:112-115) ecoa temas da multiplicação dos pães e da Ultima Ceia nós Evangelhos.

Convergência

O Alcorão não apenas menciona os milagres de Jesus — os confirma, os detalha e os apresenta como evidência do status especial de Jesus diante de Deus. Curar cegos de nascenca, curar leprosos, ressuscitar mortos: esses milagres aparecem em ambos os textos como marcas de autenticidade da missão de Jesus. Ambas as escrituras tratam os milagres como "sinais" (ayat no Alcorão, semeion no Evangelho de João) — não como espetaculo, mas como evidência que aponta para algo maior. Na Bíblia, os milagres apontam para a identidade de Jesus como o enviado de Deus. No Alcorão, apontam para o poder de Allah e a autenticidade de Jesus como profeta. Jesus e, no Islam, um dos cinco profetas de maior resolução — os Ulul Azm — ao lado de Noe, Abraao, Moises e Muhammad. Seus milagres são parte do argumento pelo qual o Alcorão o distingue de outros profetas como figura singular.

Divergência

A diferença central está na fonte e no significado dos milagres. Nos Evangelhos, Jesus age com autoridade própria: "Lazaro, vem para fora" — sem pedir permissão, sem invocar outro nome. Em varios momentos, Jesus perdoa pecados (prerrogativa divina), acalma tempestades com uma palavra e afirma: "Eu e o Pai somos um" (João 10:30). Para a teologia cristã, os milagres são evidência da divindade de Jesus. No Alcorão, a frase "com a permissão de Allah" acompanha cada milagre. Isso não diminui Jesus — e o enquadramento teológico islâmico que distingue o agente (Jesus) da fonte do poder (Allah). Profetas anteriores também fizeram milagres com permissão divina: Moises abriu o mar, Salomao controlava o vento. Para o Islam, os milagres de Jesus o colocam entre os maiores profetas, mas não acima da categoria humana. A questao de fundo e: Jesus agia com poder próprio ou com poder delegado? A resposta a essa pergunta define a fronteira entre as duas tradições.

Se os milagres de Jesus são confirmados tanto no Evangelho quanto no Alcorão, qual e a diferença de interpretação que cada texto da a esses sinais? O que muda — ou não muda — sobre quem Jesus foi, dependendo de como entendemos a fonte do seu poder?

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