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Os Profetas em Comum

25 nomes compartilhados

Lado a lado

Bíblia

Hebreus 1:1-2

Havendo Deus, antigamente, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, a nós falou-nos nestes ultimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

O autor de Hebreus apresenta a história bíblica como uma cadeia de revelação progressiva: Deus falou através de muitos profetas ao longo dos séculos, cada um com uma peca do mosaico, até que a revelação culminou em Jesus. Essa visão de continuidade profetica e central para ambas as tradições.

Alcorão

Surah Al-Baqarah 2:136

Dizei: Cremos em Allah e no que foi revelado a nos, e no que foi revelado a Abraao, Ismael, Isaque, Jaco e as tribos, e no que foi dado a Moises e Jesus, e no que foi dado aos profetas de seu Senhor. Não fazemos distinção entre nenhum deles, e a Ele nós submetemos.

Este versículo e fundamental para entender a posição islâmica: a fé nós profetas anteriores não e opcional — e obrigação. O muçulmano que nega Moises ou Jesus não e muçulmano. A expressão "não fazemos distinção entre nenhum deles" refere-se a aceitar todos como verdadeiros, não a iguala-los em papel.

Bíblia

Hebreus 1:1-2

Havendo Deus, antigamente, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, a nós falou-nos nestes ultimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

O autor de Hebreus apresenta a história bíblica como uma cadeia de revelação progressiva: Deus falou através de muitos profetas ao longo dos séculos, cada um com uma peca do mosaico, até que a revelação culminou em Jesus. Essa visão de continuidade profetica e central para ambas as tradições.

Na Bíblia

Hebreus 1:1-2

Havendo Deus, antigamente, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais pelos profetas, a nós falou-nos nestes ultimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo.

O autor de Hebreus apresenta a história bíblica como uma cadeia de revelação progressiva: Deus falou através de muitos profetas ao longo dos séculos, cada um com uma peca do mosaico, até que a revelação culminou em Jesus. Essa visão de continuidade profetica e central para ambas as tradições.

Tiago 5:10-11

Irmaos, tomai como exemplo de sofrimento e paciência os profetas que falaram em nome do Senhor. Eis que temos por bem-aventurados os que foram pacientes. Ouvistes qual foi a paciência de Jo e vistes o fim que o Senhor lhe deu; porque o Senhor e muito misericordioso e compassivo.

Tiago evoca a galeria de profetas como modelos de paciência e perseverança — a mesma função que eles exercem no Alcorão, onde as histórias dos profetas (Qisas al-Anbiya) servem de consolo e instrução para a comunidade de crentes.

Lucas 11:49-51

Por isso, a sabedoria de Deus também disse: Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos; e a alguns deles matarão e a outros perseguirão, para que desta geração se peca o sangue de todos os profetas derramado desde a fundação do mundo, desde o sangue de Abel até ao sangue de Zacarias, que foi morto entre o altar e o templo.

Jesus reconhece a longa linhagem de profetas enviados por Deus ao longo da história, muitos dos quais foram rejeitados e perseguidos. Essa narrativa de profetas perseguidos e compartilhada com o Alcorão.

No Alcorão

Surah Al-Baqarah 2:136

Dizei: Cremos em Allah e no que foi revelado a nos, e no que foi revelado a Abraao, Ismael, Isaque, Jaco e as tribos, e no que foi dado a Moises e Jesus, e no que foi dado aos profetas de seu Senhor. Não fazemos distinção entre nenhum deles, e a Ele nós submetemos.

Este versículo e fundamental para entender a posição islâmica: a fé nós profetas anteriores não e opcional — e obrigação. O muçulmano que nega Moises ou Jesus não e muçulmano. A expressão "não fazemos distinção entre nenhum deles" refere-se a aceitar todos como verdadeiros, não a iguala-los em papel.

Surah Al-Anbiya 21:25

E não enviamos antes de ti nenhum mensageiro sem que lhe revelassemos: Não há divindade além de Mim; portanto, adorai-Me.

A Surah Al-Anbiya (Os Profetas) dedica-se inteiramente a narrar histórias de profetas. Este versículo sintetiza a tese central: cada profeta, em cada época, trouxe a mesma mensagem fundamental — o monoteísmo. O Islam se entende não como religião nova, mas como restauração dessa mensagem original.

Convergência

A Bíblia e o Alcorão compartilham uma galeria extraordinaria de figuras profeticas. Dos 25 profetas mencionados pelo nome no Alcorão, todos aparecem nas escrituras judaico-cristas: Adao (Adam), Noe (Nuh), Abraao (Ibrahim), Ismael (Ismail), Isaque (Ishaq), Jaco (Yaqub), Jose (Yusuf), Moises (Musa), Aarao (Harun), Davi (Dawud), Salomao (Suleiman), Jo (Ayyub), Jonas (Yunus), Elias (Ilyas), Eliseu (Al-Yasa), Zacarias (Zakariyya), João Batista (Yahya) e Jesus (Isa), entre outros. Ambas as tradições entendem esses profetas como homens escolhidos por Deus para transmitir Sua mensagem a humanidade. Em ambas, os profetas enfrentam rejeição, perseguição e sofrimento — e perseveram. Em ambas, as histórias dos profetas servem como exemplo moral e espiritual para os crentes de todas as épocas. Para o muçulmano, acreditar em todos os profetas — incluindo os que vieram antes de Muhammad — e artigo de fé obrigatório. Negar qualquer profeta e negar a própria fé. Esse ponto de convergência e mais profundo do que muitos imaginam: as duas tradições compartilham não apenas um Deus, mas toda uma linhagem de mensageiros.

Divergência

A principal divergência está na questao de onde a cadeia profetica termina. Para o Cristianismo, Jesus e o cumprimento e ponto culminante de toda a profecia: "Havendo Deus falado pelos profetas, a nós falou pelo Filho." A revelação e progressiva e atinge seu apice na pessoa de Cristo. Não há necessidade de outro profeta apos ele. Para o Islam, Jesus e um dos grandes profetas, mas não o ultimo. Muhammad e o "Selo dos Profetas" (Khatam an-Nabiyyin, Alcorão 33:40) — aquele que completa e encerra o ciclo profetico. A mensagem dos profetas anteriores foi gradualmente distorcida ao longo do tempo, e Muhammad veio restaura-la em sua forma final e universal. Alem disso, há diferenças no papel de cada profeta. Na Bíblia, Davi e autor de Salmos e um homem segundo o coração de Deus, mas também um pecador com falhas graves. No Alcorão, os profetas são geralmente apresentados com um grau maior de proteção divina (ismah). Essa diferença na caracterização dos profetas reflete visões distintas sobre a natureza humana e a relação entre falha e santidade.

Se o Islam e o Cristianismo compartilham os mesmos profetas como exemplos de fé, o que isso sugere sobre a origem comum de ambas as tradições? Em que ponto os caminhos divergem — e essa divergência invalida o terreno comum ou o enriquece?

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